Unesp desenvolve novo curativo à base de sangue

15-09-2010 06:45

Ainda indisponível no mercado, produto acelera processo de cicatrização de feridas de difícil tratamento

Em seu trabalho no Hemocentro do Hospital das Clínicas de Botucatu, a professora Elenice Deffune , da Universidade Estadual Paulista (Unesp), se incomodava com o grande volume descartado de plasma e plaquetas, dois dos componentes do sangue, para os quais há pequena demanda e prazo de validade baixo. Em 2001, ela começou a pesquisar sobre o tema para poder aproveitar esse material. E o projeto começa a se concretizar em 2010.

A partir das pesquisas nasceu uma linha de curativos bioativos, que interagem com a pele e criam um procedimento de cicatrização natural. São três os produtos desenvolvidos: a cola de fibrina, batizado de Biofibrin, o gel de plaquetas e o Gel Mix, que se destina a pacientes com feridas de difícil tratamento. O elevado poder de cicatrização é uma das vantagens dos novos curativos, que, além de recuperarem totalmente a pele machucada, também são de fácil aplicação.

Existem feridas crônicas, que demoram décadas para cicatrizar. Com o tratamento frequente e a ineficácia dos curativos disponíveis, muitos doentes acabam recorrendo a produtos caseiros. “Temos pacientes com doenças crônicas há 47 anos, que já haviam tentado de tudo. Quando passaram a usar nosso produto, conseguiram a cicatrização em 13 meses”, diz Mariele Gobo, enfermeira do Hemocentro de Botucatu.

Todo sangue coletado é separado em três partes: hemácias, ou glóbulos vermelhos, plasma (a parte líquida do sangue) e plaquetas (fragmentos de células que participam do processo de coagulação). As hemácias são as primeiras a serem utilizadas, o que não acontece com as outras, que permanecem congeladas. Se não houver aproveitamento após cinco dias, as plaquetas são descartadas; em um ano, o mesmo ocorre com o plasma. “A parte branca (plasma e plaquetas) não é muito coletada. Pelo menos 40% do volume vai para o lixo”, diz Elenice.

 

Todo tipo de sangue

A produção dos cicatrizantes pode ser feita com qualquer tipo sanguíneo, já que o tipo está relacionado à parte vermelha do sangue (hemácias ou glóbulos vermelhos), que não é utilizada na técnica. Para pacientes que apresentaram histórico de rejeição a alguns tipos de sangue, os pesquisadores utilizam o tipo AB (que é receptor universal) ou O (doador universal).

Antes da fabricação dos curativos, o sangue passa por uma série de exames. Por meio deles é possível atestar a ausência de doenças como mal de Chagas, sífilis e hepatite. “Não aproveitamos sangue contaminado nem para o uso do próprio paciente infectado, já que pode haver contaminação dos instrumentos”, afirma a pesquisadora.

 

Chamado de Biofibrin, a “cola de fibrinas” possui formato e consistência de pomada. Em sua composição há grande quantidade de óleo de amêndoas doce, e em seu princípio ativo estão presentes proteínas do plasma humano. Ele é usado antes do processo de cicatrização propriamente dito, já que tem uma característica de “desbridamento”, que remove naturalmente os tecidos mortos da ferida, fazendo com que se preguem à gaze. O Biofibrin deve ser trocado diariamente e destina-se aos pacientes que precisam constantemente de curativos.

Apesar de sua eficácia, as pesquisadoras observaram que 25% dos casos não se resolviam com sua utilização. Isso fez com que fosse desenvolvido o segundo produto nascido das pesquisas. Chamado de gel de plaquetas, ele é usado quando as feridas não cicatrizavam com facilidade. Durante a produção, as plaquetas são “destruídas” e geram um “caldo” formado por mais de uma dezena de hormônios. Essas substâncias fazem com que “cresçam” vasos sanguíneos e pele na ferida, cicatrizando-a. O curativo tem efeito durante quatro dias e é totalmente absorvido.

Quarto produto a caminho

Diferentemente dos outros dois, o Gel Mix é um curativo que possui em sua composição plasma e plaquetas. A principal diferença é sua indicação: ele se destina aos pacientes com pequenas infecções.
As pesquisadoras também estudam outro curativo, que permanece em fase de desenvolvimento. Nele serão encontradas nanopartículas, liberarão os hormônios e outros princípios ativos de maneira gradual na ferida. Com isso, a troca do curativo não precisará ser feita com tanta frequência, como ocorre atualmente.

Os produtos já foram testados em aproximadamente dois mil pacientes das regiões de Botucatu, São Paulo, Brotas e Uberaba (MG). Desde 2008 funciona no Hemocentro de Botucatu um ambulatório destinado apenas a oferecer o tratamento aos moradores da região. “Até agora não encontramos nenhuma contraindicação nos curativos desenvolvidos”, diz Mariele. “Entretanto, quando o paciente tem uma lesão causada por tumor, não usamos o gel de plaquetas porque ele libera fatores de crescimento que podem aumentar o problema. Nesses casos, preferimos usar a cola”.

Segundo as pesquisadoras, os curativos foram eficazes em 85% dos casos. “Há ainda algumas doenças como o mal de Hansen (conhecida no passado como lepra), em que não conseguimos obter 100% de sucesso, mas a ferida melhorou muito”, afirma a professora.

Outros biocurativos

Os resultados também foram satisfatórios na cicatriz pós-regeneração. Diferentemente dos produtos já disponíveis, os curativos bioativos não deixam coloração diferente no local da ferida e nem alteram a consistência da pele. Ao contrário: a interação do curativo fornece um grau de naturalidade à cicatriz. “Os curativos comuns se limitam a higienizar a ferida ou promover o conforto do doente. O nosso interage diretamente”, diz Elenice.

Ainda em processo de obtenção da patente, os produtos não estão disponíveis no mercado. As pesquisadoras querem oferecê-los ao sistema público de saúde por um preço baixo. Já foi feito contato com a Fundação para o Remédio Popular do Estado de São Paulo (FURP). O processo está em fase de análise.

Existem outros biocurativos no mercado, como o americano Regranex. Ele é feito à base de proteínas recombinantes (produzidas artificialmente), em que bactérias são “cultivadas” com os hormônios humanos de crescimento. Entretanto, diferentemente do Biofibrin, o Regranex é líquido e tem preço elevado.

 

Bruna Bessi, iG São Paulo

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