Sobre as fissuras labio-palatais / Classificação

Popularmente conhecida como lábio leporino (por lembrar a boca de uma lebre), a fissura labiopalatal é uma abertura na região do lábio e/ou palato do recém-nascido ocasionada pelo não fechamento destas estruturas na fase embrionária, isto é, entre a 4ª e a 12ª semana de gestação.

A literatura revela que existem várias causas para fissuras. Dentre elas, estão: fator de hereditariedade, doenças durante a gravidez (sífilis, rubéola, por exemplo), alimentação inadequada da futura mãe e outras.

A presença desse tipo de alteração congênita causa enorme choque nos pais que, geralmente, esperam uma criança perfeita. Mesmo naqueles que descobrem a anomalia no pré-natal pelo ultra-som o impacto é grande. A fissura labial é aparente, já que se localiza no rosto, área de grande importância estética.

A orientação precoce para detecção dos fatores negativos e sua correção contribuem para o desenvolvimento adequado e manifestação do potencial genético da criança. O crescimento de pacientes com fissura pode ser controverso.

A maior parte dos pais ignoram os tratamentos e cirurgias que a criança portadora de fissura lábio palatal será submetida no decorrer do seu desenvolvimento, por falta de conhecimento ou descaso do problema.

O apoio da equipe interdisciplinar mostra-se importante quando ela se depara com as dificuldades encontradas pelos familiares como: acesso ao serviço, problemas psicológicos ao nascimento e no decorrer do tratamento, problemas odontológicos, medo durante a estimulação do desenvolvimento, problemas alimentares, dificuldades de deglutição e ansiedade quanto à correção cirúrgica.

Pais preparados e mães conscientes de seu papel auxiliam no desenvolvimento infantil dando conforto, amor e aceitando como elas realmente são, buscando os tratamentos necessários, estimulando-os ao máximo. É importante que os familiares incentivem a criança falar, cantar, expressar e transmitir os seus sentimentos com carícias, abraços, beijos, afetos de forma que estas não fiquem inseguras a enfrentar o mundo lá fora.

Quanto mais próximo à equipe estiver do paciente, mais precocemente poderá intervir nos fatores que atuam negativamente.

Diante disso, a intervenção e a orientação precoce é imprescindível iniciada na maternidade, são possíveis meios de evitar a alta porcentagem de óbitos, a desnutrição provocada por má orientação, o aparecimento de deformidades oculares, seqüelas auditivas, incorreções na fala, desajustamento pessoal e social.

 

CLASSIFICAÇÃO DAS FISSURAS LÁBIO-PALATINAS

 

 Essas fissuras são divididas em quatro categorias:

1 – Fissura pré-forame incisivo – são aquelas exclusivamente labiais (Unilateral, bilateral ou mediana) que podem variar em grau, desde um simples vermelhão até a fissura completa, com o comprometimento do assoalho nasal até a arcada alveolar.

As fissuras pré-forames podem apresentar-se nas seguintes formas: Fissura unilateral pré-forame incisivo completa; Fissura bilateral pré-forame incisivo completa; Fissura unilateral pré-forame incisivo incompleta; Fissura bilateral pré-forame incisivo incompleta.

2 – Fissura pós-forame incisivo – são as fendas palatinas em geral medianas, que podem se situar apenas na úvula, se estender ao palato mole ou, como é comum envolver o palato duro.

3 – Fissura transforame incisivo – São as de maior gravidade, unilaterais ou bilaterais, e atingem lábio, arcada alveolar o palato duro. 

4 – Fissuras raras de face – São as obliquas, do lábio inferior ou do nariz, entre outras.

Segundo Marchesan (1998), a classificação adotada no Brasil é a proposta por Spina (1972), que toma como ponto de referencia o forame incisivo, pois este constitui a junção do palato primário (pró-lábio, pré-maxila e septo cartilaginoso) e palato secundário (palato duro e mole).

O ponto de referência para esta classificação é o forame incisivo, referido acima, e que separa embriologicamente as fissuras do palato primário e secundário. Na descrição de Capelozza e Silva (1994) esta nomenclatura está dividida em grupos, onde:

Grupo I - Fissura pré-forame incisivo: fissuras localizadas à frente do forame incisivo, podendo abranger lábio e rebordo alveolar. Podem ser unilaterais (completas ou incompletas), bilaterais (completas ou incompletas) ou medianas (fissuras raras que acometem o filtro do lábio superior);

Grupo II - Fissura transforame incisivo: fissuras totais, que rompem a maxila em toda a sua extensão, desde o lábio até a úvula. Podem ser unilaterais ou bilaterais;

Grupo III - Fissura pós-forame incisivo: fissuras isoladas de palato que se localizam posteriormente ao forame incisivo. Podem ser completas ou incompletas.

Grupo IV - Fissuras raras de face: fissuras raras de palato e/ou labiopalatais que envolvem também outras estruturas faciais denominadas de: fissura naso-ocular, fissura oblíqua (buco-ocular), fissura horizontal (macrostomia), fissura transversa (buco-auricular) e fissuras da mandíbula, lábio inferior e nariz.

Outros tipos mais raros de fissuras ocorrem, como a fissura pré-forame cicatricial de Keith, com um leve sinal de cicatrização, dando uma leve aparência normal ao lábio na postura de repouso, porém no movimento de protusão pode-se notar direcionamento e inserção anômala da musculatura orbicular, formando-se uma depressão na cicatriz.

As fissuras pré-forame associadas à fissura pós-forame incompleta ocorrem mais raramente.

Encontra-se ainda, dentro da classificação das fissuras pós-forame, as fissuras submucosa e submucosa oculta.

Na fissura submucosa ocorre a clássica tríade, associada à voz de qualidade nasal: Úvula bífida; Diastase da musculatura velar, observando-se uma zona translúcida mediana; Chanfradura na borda posterior do palato. 

A fissura submucosa pode ser associada à úvula integra. Encontra-se também casos mais raros, como a fissuras submucosa associada às fissuras pré-forame.

A fissura submucosa oculta é de difícil diagnóstico clínico, uma vez que as estruturas da cavidade oral estão aparentemente íntegras, sendo o único sinal observável a qualidade vocal predominantemente nasal.

 

Veja as imagens ilustrativas:

CLASSIFICAÇÃO DAS FISSURAS - imagens.doc (7,1 MB)

 

Enfª Juliana Cabral Ferreira

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Gênero: Drama
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